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Após concluir seu primeiro parque eólico nos Estados Unidos, a Serena quer consolidar sua presença no novo mercado, e busca agora coinvestidores para a jornada. Segundo o CEO da empresa, Antonio Bastos, a companhia está com clientes bem alinhados e planos de engenharia definidos para o seu segundo ativo envolvendo aerogeradores no país (Goodnight 2), faltando apenas o financiamento para seu lançamento. “A ideia é trazer um investidor para comprar participação ou investir na holding”, disse o executivo durante teleconferência ao mercado nessa quinta-feira, 22 de fevereiro.
Sobre prioridades no aporte de capital, além da iniciativa mencionada acima, dado que os preços de energia e demanda de clientes estão aquecidos nos EUA, Bastos pontua o plano de GD que prevê R$ 600 milhões em diversas usinas a serem construídas até o final do ano no Brasil, podendo aumentar esse volume conforme o apetite do mercado. “Também temos possibilidade de fazer algum investimento pontual em solar no Nordeste, talvez em parques eólicos que a companhia já possui na região”, indica.
Ainda sobre o mercado norte-americano, o dirigente vê os PPAs de longo prazo como uma das frentes mais positivas nesse começo, afirmando que a empresa possui mais clientes e contratos para lançar do que projetos no ano, com o próximo contrato devendo ser firmado nos próximos meses. “Temos um time pequeno mas contundente de atuação, com algumas alternativas de estruturas de PPAs”, acrescenta.
Desafios
Em termo de desafios, duas questões chamaram a atenção de Bastos na terra do Tio Sam: a falta de uma mão de obra de excelência, como a companhia montou no Brasil, com a solução sendo selecionar pessoas específicas por lá e levando alguns colaboradores daqui também; e os procedimentos mais burocráticos dos reguladores norte-americanos, bem faseados e com tempos mais longos do que o esperado. “Aprendemos que planejar com muito detalhe é importante para antecipar prazos e interações com as autoridades”, conclui o executivo.
Questionado sobre armazenamento, diretor da Plataforma de Energia da Serena, Bernardo Bezerra, afirmou que a empresa está analisando o bussiness para compor seu portfólio, já que o país possui suas diferenças em relação à matriz brasileira, precisando de uma flexibilidade operativa mais rápida, o que se tem refletido em mais de 10 GW de projetos de baterias que devem entrar nos próximos anos. A regulação local também está avançada quanto aos serviços ancilares, tornando o mecanismo viável.