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O consumo de energia elétrica no Brasil continuará subindo, mas a tendência é de que a intensidade desse crescimento seja menor do que o verificado em fevereiro. A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico para março é de um aumento de 3,5% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Em abril essa curva de alta estará menor, expansão de 1,6%. Em fevereiro, os números não foram ainda fechados, mas houve um pico de carga devido às altas temperaturas, principalmente no Sudeste/Centro-Oeste e Sul, que levaram à renovação dos recordes de carga nas últimas semanas. Até agora a alta é de 6,7%.

De acordo com o Operador, as cidades que mais contribuíram para esses recordes foram Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis. Inclusive, uma análise de temperaturas máximas registradas na segunda semana mostrou o ponto mais alto no país na capital fluminense com 43,8 graus Celsius.

Assim, a estimativa para a carga no ano de 2025 aumentou ante o apresentado no Plano 2025-2029, passou de 3,43% para 3,63%.

ONS registra terceiro recorde no consumo em uma semana

Essa projeção para o Sistema Interligado Nacional tem forte correlação com a curva de carga para o submercado Sudeste/Centro-Oeste. A estimativa para março é de uma expansão de 3,6% com 49.529 MW médios. Em abril, essa previsão é de alta de 1% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, a carga deverá terminar em alta de 2,87% ante os 2,47% estimados no Plano 2025-2029, apresentado no final de 2024.

No Sul, essa curva também é vista, mas com maior variação. Para março, o ONS indica inicialmente que o índice é de alta de 5,6% e em abril para o patamar de 1,8% acima do verificado no mesmo mês de 2024. No ano, a expectativa para o submercado é de crescimento de 5% ante os 3,99% apontados no plano de cinco anos.

No Nordeste a carga está mais comportada em comparação com 2024. A diferença de fevereiro para março deste ano é de carga cerca de 150 MW médios menor, mas quando comparado com março de 2024, o ONS observa alta de 0,8%. Já na comparação com abril o indicador é de crescimento de 2,7%. Assim, na avaliação anual a perspectiva apresentada no Plano 2025-2029 ainda está mais elevada do que a projeção do ONS sendo 4,01% contra 3,96%.

Esse comportamento da carga na base anual vista no NE também é vista para o submercado Norte. Enquanto o crescimento anual constante do Plano 2025-2029 calcula alta 7,08%, os dados do Operador sinalizam expansão de 5,06% na comparação com ano anterior. Essa performance, explicou o Operador, vem em resultado à carga dos 4 primeiros meses deste ano, com pouca variação, está entre 7.648 MW médios e 7.670 MW médios em todo esse período. Em março, é esperada alta de 3,4% ante o ano passado e em abril é calculada elevação de 2,5%.

Segundo o diretor de Operação do ONS, Christiano Vieira da Silva, em sua apresentação mensal, no mês de fevereiro houve deplecionamento apenas no Sul em comparação aos níveis do fechamento de janeiro. No SE/CO foi registrado alta de 6,8 p.p, no NE com 10,4 p.p e 11,4 pontos no Norte. Em geral, o SIN apresentava 71% no nível de armazenamento nos reservatórios, esse é o 8º maior nível para o período no histórico. Os seguidos recordes de carga mostram 88.904 MW médios, alta de 6,7% na comparação com fevereiro de 2024. Desse total fornecido 93% é de origem renovável. Já a ENA de fevereiro está abaixo da média com 91% no SIN a 32ª pior marca.

Em termos de meteorologia, a previsão é a de continuidade da La Niña de fraca intensidade e de curta duração. Já há o registro de elevação das temperaturas médias do Pacífico mais próximo da costa da América do Sul, mas ainda dentro do limiar de meio grau acima, dessa média, indicando a neutralidade de fenômenos climáticos.

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