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A gama de novas tecnologias de energia em desenvolvimento no mundo é mais ampla e parece mais promissora do que nunca. Apesar desse cenário positivo, a inovação energética está em um momento crucial em meio a sinais de desaceleração quanto ao financiamento e mudança de prioridades. Essas são algumas conclusões de um relatório da Agência Internacional de Energia, divulgado na manhã desta quarta-feira, 2 de abril.

Intitulado The State of Energy Innovation (O estado da Inovação na Energia e disponível para download) o relatório fornece uma revisão global das tendências de inovação em tecnologia energética. O conjunto de dados abrange mais de 150 destaques e uma pesquisa com quase 300 profissionais de 34 países.

O relatório mostra que a inovação energética proporcionou grandes benefícios econômicos e de segurança. Os investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em resposta às crises energéticas na década de 1970, atingindo 0,1% do PIB, impulsionaram a expansão da energia nuclear e reduziram a dependência de muitos países aos combustíveis importados. Da mesma forma, os avanços tecnológicos em baterias e veículos elétricos reduziram as necessidades de importação de petróleo na China, enquanto a inovação da tecnologia de xisto transformou os Estados Unidos de um importador de energia em um exportador líquido.

“Hoje, as estratégias industriais de países ao redor do mundo estão colocando ênfase crescente na competitividade econômica, segurança e resiliência, tornando o progresso na inovação mais importante do que nunca”, destaca a AIE.

Nos últimos anos, houve um aumento na atividade de inovação, tanto que os gastos públicos e corporativos em P&D de energia cresceram a uma taxa média anual de 6%, embora as estimativas iniciais para 2024 indiquem que o crescimento pode estar desacelerando em algumas economias avançadas. O P&D corporativo ultrapassou o crescimento econômico, particularmente nos setores automotivo e de energia renovável. No entanto, os gastos como uma parcela das receitas nos setores de cimento e aço permanecem de 20% a 70% abaixo dos setores automotivo e de energias renováveis, respectivamente. Já aviação e transporte marítimo reduziram a parcela de sua receita gasta em P&D na última década.

O financiamento de capital de risco para tecnologias de energia aumentou mais de seis vezes de 2015 a 2022, atingindo níveis equivalentes a toda a P&D de energia pública combinada.

De acordo com a entidade, esse fluxo de capital privado apoiou cerca de 1.800 startups de energia. E diz que mesmo que apenas uma fração dessas empresas tenha sucesso, elas podem ter um impacto significativo nos sistemas globais de energia até a década de 2030.

Os esforços de inovação também se tornaram cada vez mais globais. A China ultrapassou o Japão e os Estados Unidos em 2021 como o país líder em patentes de energia, com mais de 95% de suas patentes focadas em tecnologias de baixa emissão. Desde 2000, o patenteamento global de tecnologias de baixa emissão cresceu 4,5 vezes mais rápido do que o de combustíveis fósseis. Os padrões de investimento diferem entre as regiões, com a China direcionando cerca de metade de seu patenteamento de energia e 90% de seu financiamento para tecnologias fabricadas em massa, como baterias e eletrolisadores. A Europa tem um foco semelhante, mas é mais ativa em projetos de engenharia em larga escala, enquanto os Estados Unidos mantêm um portfólio de inovação diversificado em tecnologias de energia fóssil e limpa.